Atividades musicais normalmente são direcionadas para crianças cada vez mais jovens e é muito fácil encontrar aulas de instrumento ou atividades de musicalização para crianças bem pequenas, inclusive, para bebês. Cursos de formação para professores trabalharem com estas faixas etárias também são vários. No entanto, não é assim tão fácil encontrar aulas de música e/ou professores especializados em adolescentes.
Nas escolas regulares que contemplam a música em seus currículos, a aula é ofertada, via de regra, somente para crianças da primeira etapa do Ensino Fundamental. Quando a criança começa a “adolescer”, a música costuma sair de cena… E nesse exato momento, a música poderia atuar como uma poderosa ferramenta auxiliar no desenvolvimento físico e emocional daquela “mente em perpétua agitação”, como já disse Jean-Jacques Rousseau.
A prática musical pode beneficiar os adolescentes de várias formas, pois ela promove, entre outros, o aprendizado e domínio de vários movimentos físicos; possibilita oportunidades de interação social, diminuindo a probabilidade de comportamentos de risco e oferece estímulos ao sistema de recompensa do cérebro do adolescente (o sistema de recompensa é o circuito que processa a informação relacionada à sensação de prazer ou de satisfação e que cumpre uma função muito importante para nos proporcionar prazer e bem-estar.).
Sobretudo, a música pode colaborar fortemente no desenvolvimento de importantes funções executivas do cérebro, tais como, memória operacional, controle dos impulsos, raciocínio abstrato e relação causa/efeito.




